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Escrito por Prof Acácio F. Catarino
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04-Ago-2010 |
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No laicado português, verificam-se, pelo menos, três graves omissões: os cristãos leigos não procedem ao diálogo social no interior da Igreja; não oferecem «rectaguarda» de apoio àqueles que militam em organizações sindicais, empresariais, partidárias ou outras; e não formulam propostas, à sociedade civil e ao Estado, para a solução dos problemas com que nos debatemos. Seria natural que houvesse diálogo, nas paróquias, nas dioceses e nos movimentos laicais, entre cristãos sindicalistas e empresários, e entre os que militam nos diferentes partidos políticos. Tal diálogo processar-se-ia com base na leitura das realidades socio-políticas e da doutrina social da Igreja (DSI). Não se destinaria, evidentemente, a obter posições unânimes, embora isso pudesse acontecer num ou noutro caso; destinar-se-ia, sim, ao respeito mútuo, à melhor fundamentação evangélica da acção e à procura de convergência para o objectivo final (que é o bem comum na terra e a bem-aventurança eterna). Enquanto este diálogo não existir de maneira sistemática, os cristãos renunciam a uma parte básica da sua missão laical. |
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